If you've been following my words, thanks a lot. I really appreciated writing Historias da Lawrence University and I definitely learned a lot. Now let me introduce you to my new blog: Rebecca Carvalho. I hope I'll see you there.

domingo, 18 de outubro de 2009

Capitulo 28 - Root Beer FLOATing on my Notes


At 9:30 pm I already was tired of studying Geology. Coincidentally I went to the front desk at the same time my friend Cuong’s program started: Free Root Beer Floats! I don’t even like root beer very much, but I decided to stay around – I was tired and wanted some distraction to relax my mind. I had my notes with me, neatly written with my fountain pen, and on nice ivory paper. I spread the sheets of paper on the desk, and while sipping root beer I read what I had written about the types of rocks and magma. First I disliked the taste of the beverage – but ice cream, I must confess, improved the flavor of it; and improved it in a way that made me refill my cup.

Alex was getting excited with the songs he was choosing on YouTube, and couldn’t stop arguing with Cuong, who wanted to listen to [and sing along, and dance..] different songs. In order to end the mess they were making behind the front desk it was decided that the freshmen hanging around could pick whatever songs they wanted, and which RLA they wanted to see dancing that song. The idea did not bother me much because I was simply hanging out for a while before going back to Geology.

After deliberating with his friends one of our 1st floor residents, Kyle, came to the front desk with his decision: “We want this song… And we want the FOUR of you to dance it..!”. That was when I raised my head and looked around… to my surprise they had included me.

- Hold on… what do you mean by “the FOUR of you”? – and my hand accidentally bumped into my cup, and made the content of it spill all over my notes.

I ran desperately to stop the black river that my ink formed on the desk and had started dripping on the floor. Nobody paid attention to me, though – only Tasmia, 3 minutes later, realized what was going on when leaving the front desk for some reason. She started to laugh at what she described as the “not happy, though not very sad face” I had, and helped me clean the mess I made.

Those were just random notes I took while studying this afternoon, so losing them was not a major disaster. Though still was pretty depressing to see them all blurred by root beer and ice cream. “See, that’s why I’ve never liked root beer…”, I said to Tasmia, who couldn’t stop laughing. It was pretty comic, indeed. I had to laugh at my clumsiness. I was so annoyed at my loss [nice paper; black ink; ice cream; and even root beer], that I decided to go back to the computer lab to study.

I wonder if I will ever recover from such traumatizing experience…

sábado, 3 de outubro de 2009

Junior Year


Saudacoes a todos..!


Junior year... Pois eh, chegou o meu penultimo ano na Lawrence. As vezes fico impressionada como o tempo passa correndo -- mas tem que ser assim mesmo, sim? Ficar parado no espaco nunca foi melhor opcao.


Para que nao sabe..: Tive o melhor verao de todos os tempos. Aprendi bastante sobre mim mesma, sobre um amigo querido, e sobre a vida em si. Viajando pelos EUA aprendi um pouco mais sobre cultura e Historia local, e pela primeira vez comi no Taco Bells [muito nao entenderao a razao do meu orgulho; mas, enfim... foi legal!].


Ao retornar a Lawrence tornei-me uma RLA (residence life advisor), que - em termos Harry Potter - eh uma especie de 'monitor'. Junto com mais 9 alunos cuidamos para que a vida no Trever Hall seja a melhor possivel, e que os alunos antigos e os calouros possam viver em harmonia e aprender a respeitar o local em que vivem e os colegas de dormitorio. Posso dizer que tenho aprendido bastante com o novo cargo -- principalmente aprendido sobre mim mesma: Nunca pensei que fosse me sentir tao segura ao lidar, por exemplo, com estudantes bebados:


Cena 1:


Estou eu na recepcao do Trever Hall por volta das 10:00 pm, e percebo que um aluno nao consegue abrir a porta de entrada. Eh um dos nossos residentes, e esta caindo pelas tabelas, amparado por um outro aluno. O que fazer? Abro a porta, e ajudo o aluno a entrar. Ele eh estrangeiro (por razoes diversas nao identificarei a nacionalidade do querido pinguco, pois nao quero gerar estereotipos entre os meus leitores), e num Ingles quebrado [e influencia de 'pinguces'] eles me agradece umas 10 vezes seguida.


Ele eh alto, e largo. Parece um guarda-roupas. E eu temo pelo ombro do colega sobrio -- na manha seguinte ele certamente sentira o peso da amizade. Seguimos com o aluno bebado ate o quarto dele. Ele agradece mais umas 10 vezes. Deitado na cama ele parece terrivel. Meus olhos imploram para que o amigo fique tomando conta dele, mas o amigo precisa ir. Nao eh bom deixar bebados sozinhos, eles podem [ATENCAO: SE VOCE ESTA COMENDO AGORA, POR FAVOR, NAO CONTINUE ESSE TEXTO. EM CASO DE ESTOMAGO FRACO, TAMBEM NAO CONTINUE. EU AVISEI, PELO PROPRIO BEM DO SEU TECLADO, PULE PARA O PROXIMO PARAGRAFO] vomitar e se afogar no proprio vomito. Eh muito serio, em verdade. Por isso, caso voce tenha que lidar com algum estudante bebado que queira ficar deitado (porque chega um momento em que o organismo nao aguenta mais e pede para ser desligado) tenha em mente que uma boa ideia eh manter o corpo dele de lado. Junto a cama colocamos a lata de lixo, que serviu muito bem ao proposito.


Chamei o meu chefe (RHD: Residence Hall Director, especie de 'sindico') so para ter certeza que nao era o caso de maiores cuidados. O rapaz discursou numa lingua estrangeira, e depois caiu no sono. O mantivemos deitado de lado, so por precaucao. Quando o vejo sobrio hoje em dia nao consigo esquecer do episodio anterior -- eh incrivel como a primeira impressao eh a que fica.


Fora esses incidentes, tudo segue bem. Tenho publicado mais materias para o jornal da faculdade, e tambem trabalhado lavando pratos no refeitorio. Ha muitas historias sobre o refeitorio que preciso contar -- mas essas ficam para depois...


Boa noite, e parabens Brasil! Por aqui todos muito orgulhosos pela conquista: Olimpiadas de 2016 no Rio de Janeiro!!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cade a Rebecca..?!



E ai, tudo bem? Nao, eu nao morri. Estou de ferias em Minnesota!!! Como estava com saudades de todo mundo decidi gravar esse video rapido, com a pessima iluminacao do quarto... Mas, enfim, fica a prova de que eu nao fui abduzida.

Musica de fundo, Ray Charles. Nao, eu nao tenho nenhum direito de uso. Ray Charles and The Count Basie Orchestra.

Sim, era a camisa do programa Jovens Embaixadores.

:)

P.S. Eu tambem quero cruzar a India de trem! Passei alguns segundos (da para perceber no video), me imaginando no lugar do Sanjay....

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Capitulo 27 - Dia Brasileiro



Hoje quando eu estava voltando do meu trabalho no refeitorio ouvi o grupo Sambistas tocando no Frat Quad, que eh a area onde estao localizadas todas as fraternidades da Lawrence University. Saquei a camera, e filmei o que voce vera logo mais.

Nao eh nenhum trabalho profissional, e a imagem esta ate tremida. Mas voce podera ver um grupo de patos (?) cruzando o ceu, e algumas pessoas dancando de maneira engracada.

Mila Pimentel, lembrei de voce!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Capitulo 26 - Spring Term


Eh Primavera na Lawrence University. Os gramados estao tao verdes quanto os encontrados no Brasil, e o campus inteiro cheira a flores. Nao estou falando da linguagem poetica que apela aos sentidos do leitor; porem, literalmente, as petalas dos jasmins, que desabrocharam semana passada, em contato com o sol emitem um forte aroma que cercou predios academicos e residenciais.


Pela manha eh comum ver alunos metidos em poucas vestes, estirados na grama esmeralda, absorvendo os raios solares que tanto fizeram falta nesse inverno, que foi tao prolongado. Munidos de livros e oculos escuros, ha uma combinacao engracada entre veraneio e trabalho intelectual que para mim nunca se encaixou muito bem - mas as aulas se estendem ate o comeco de junho, e mesmo a chegada da estacao das flores nao poderia barrar a producao de papers, essays, presentations, e afins.


Sigo para a minha aula de Arabe, no 2 andar do Main Hall, abro uma janela e me sento no parapeito observando a vida la fora, antes que o professor Verita chegue e nos cumprimente com ares egipcios. O vento sopra levemente, baguncando os meus cabelos, e eu fecho os olhos: "Vento, vento.. leva as tristezas, e traz apenas alegrias!", murmuro. E ele, brincalhao, eh claro que atende ao meu pedido.


"Ahla wa sahla!" -- exclama o professor Verita.


Eu dou uma ultima espiada nas arvores estendendo galhadas cobertas por folhas recem-nascidas; no ceu azul, quase sem nuvens; e a contragosto volto ao mundo dos livros. "William Wordsworth, afinal de contas, estava certo", penso, lembrando das aulas de Literatura Britanica.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Capitulo 25 - O Ataque do Peru Assassino


Essa historia eu nao vivi, mas quem me contou foi a Britta numa dessas noites em que risos eram necessarios para nos manter firmes e acordadas para terminar de estudar:


-- Ah, voce nao sabe o que aconteceu ontem... - disse ela, levantando-se da escrivaninha, que fica logo ao lado da minha. Ela havia se levantado, promessa de que a historia exigia alguma encenacao. Virei as pernas para o braco esquerdo da cadeira, e esqueci Literatura Britanica por alguns minutos.


Continuou:


-- Ontem eu fiquei ate por volta das 5:00AM estudando no salao comunal com o Sanjay. A uma certa altura olhei pela janela e vi um passaro gigante!


-- O que? Gigante como?


A Britta ergueu a mao para mostrar a altura dele. - Era alto assim - a mao um pouco acima do joelho - ...e gordo, tambem. Pois bem, eu vi o tal passaro gigante andando entre os arbustos ao redor do predio de Ciencias, bicando as janelas. O Sanjay e eu passamos a observa-lo, e logo ficou claro que era um peru.


-- Um peru?! - exclamei. Minha memoria acerca de perus se resumem as ceias de Natal que tive ao longo da vida com a minha familia. Alguns pensamentos engracados de pessoas imitando o som que eles fazem tambem espocaram na minha mente.


-- Sim! Um peru... - ela parou e respirou fundo, os olhos fechados. Para entao continuar: - Voce ja viu a maneira como eles andam? - e riu, andando com os joelhos ligeiramente arqueados, e balancando a cabeca para frente a cada passada.


Ri. Quem diria que a minha colega de quarto era tao boa em imitar animais... Mas a melhor parte estava por vi:


-- Mas voce nao sabe o que o peru fez! Havia uma mulher correndo do lado de fora, e eu juro que o peru a viu antes que ela pudesse nota-lo! Ele entao saiu correndo e se escondeu atras de um arbusto! - a Britta usou o freezer como arbusto na demonstracao - ...e entao... quando ela passou... O PERU SAIU VOANDO NA DIRECAO DELA!!!


Cai na gargalhada ao imaginar o peru atacando a corredora, e ainda mais com a Britta balancando os bracos para imitar o voo do peru. - Ah, eu nao acredito que eu perdi essa cena! Voces nao tinham uma camera ou coisa parecida..? - suspirei. Para minimizar minha frustracao a Britta iniciou uma pesquisa no YouTube, e a verdade eh que descobrimos o quanto esses passaros natalinos podem ser maliciosos!


A teoria eh que ele fez de proposito... - Eu vi que ele se escondeu para atacar a mulher... - disse a Britta balancando a cabeca. Vai entender o que deu na cabeca do passaro... estava de mal humor, provavelmente.


...por precaucao tenho evitado areas com arbustos. Voce, caro leitor, faca o mesmo quando vier a Lawrence University.


domingo, 10 de maio de 2009

A Quick Note

Lamento ter passado algum tempo sem publicar historias. Nao, elas nao cessaram de ocorrer na minha vida -- porem alguns capitulos as vezes sao publicaveis apenas nas paginas dos meus diarios pessoais.

O que posso dizer eh que tenho aprendido bastante com essa vida de aluna internacional. Nao estou falando apenas das aulas que tenho na Lawrence University. Falo principalmente das licoes de vida, dos ensinamentos que se aprende ao viver a vida como alguem adentrando o mundo adulto; como alguem vivendo longe de casa pela primeira vez; como a unica pessoa responsavel por mim mesma.

As vezes eh dificil, sim. Ha, claro, dias em que eu olho ao redor e digo "Quero ir ver a minha mae agora, e ponto final!". Nao, nao se preocupem -- esses rompantes sao perfeitamente normais (...considerando que minutos depois recobro as forca e sigo em frente com a minha vida normalmente).

Nesses ultimos dias, no entanto, muita coisa mudou (..e nessa reflexao o ligeiro ar melancolico desse post eh explicado). O lado bom eh que, como apontado anteriormente, aprendi bastante. O lado ruim eh... o lado ruim eh... Vamos apenas pensar que nao ha lado ruim, sim?

I still like you very much. Things will be fine, soon. I promise.